certos sonhos, vivem somentepara demonstrarsonhar não é para o público no seu todoservem para dar a conhecer em melhores circunstânciasde que são feitos os pesadelos.Gostava mesmo daquilo, mentalmente, desenhava e projectava, dando vida ao que sempre viveu no seu coração. Não, não vos falo de amor carnal, tão poucos vezes o faço, aqui, falo de paixão por peças, tintas, pincéis, do quanto gostaria de adormecer e acordar num jardim de Inverno, enquanto a chuva agrupa de gota em gota, até ser uma multidão, metamorfoseara, já não era água era música, e os vidros embaraçados coravam embaciados. seria do espaço, de uma casa talvez falo de ar e terra, de assuntos velhos, madeiras usadas, cantos e recantos. Hoje acordei, senti que jamais serias minha, depois o telefone tocou, somente para concluir a ligação do espiritual com a realidade.
Tarefa dispensável, eu já sabia.
Hoje sei melhor o quanto inútil foi tê-la conhecido, o acordar de sonhos, projectos, agora tenho de os arrumar de novo, guardar a caixa dentro da gaveta, atirar a chave para um lugar bem fundo, longínquo.
ter provado de novo esta minha forma de ser. Triste.